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sábado, 18 de setembro de 2010

postheadericon Um Sotaque que não é o Seu


Esta síndrome é extremamente rara, mas num universo de cerca de 7 (sete) bilhões de seres humanos, ocorre com alguma frequência. Inclusive, recentemente foi noticiado, inclusive na TV, o caso de uma britânica que acordou falando com sotaque francês.
Contudo, como vocês leitores já devem estar imaginando, de fato esta síndrome não faz com que a pessoa fique com um sotaque estrangeiro. Esta síndrome apenas gera na pessoa pequenas dificuldades na fala (na pronúncia de certas letras, etc.), o que faz com que a pessoa acabe pronunciando palavras de uma forma alternativa. Dessa forma, o que essa síndrome gera ao ouvinte é, na verdade, mais um exemplo de pareidolia.
Existem duas causas para essa síndrome, uma curável e outra não. A causa curável é gerada por quadros psiquiátricos mais graves (coisas bem piores que depressão). A outra causa, que não tem cura, ocorre devido a pequenas lesões em partes do cérebro que influenciam a fala de forma sutil.

Fonte: WikiNoticia – Psychology
Segundo esta página  de O Imparcial Online:
Miller explica que casos como o de Kay são “muito raros”. “Como a enxaqueca é um distúrbio neurológico, ela pode causar a síndrome do sotaque estrangeiro”, admite. O neurologista comenta que, na maioria das vezes, a doença retrocede espontaneamente. “Casos persistentes são raros, mas a cura completa é difícil”, observa. As consequências da desordem são quase sempre profundas. “A fala e a linguagem integram nossa identidade — se são afetadas, a síndrome também pode afetar nossa personalidade”, observa Miller. O tratamento se restringe à psicoterapia e à fonoaudiologia. “A psicoterapia vai ajudar o portador a enfrentar o enorme impacto psicológico e social que o novo sotaque pode apresentar. A fonoaudiologia o auxiliará a falar da maneira como costumava”, acrescenta.
Hoje em dia muitos criticam a ciência, contudo, sem ela, jamais poderíamos entender  tais doenças. Imaginem um caso desses ocorrendo na idade-média. Como o(a) pobre cidadão(ã) seria tratado(a). No mínimo como um caso de possessão demoníaca e a pessoa acabaria morrendo durante rituais de exorcismo. No pior dos casos, seria tratado como um caso de bruxaria e a pessoa acabaria morta numa fogueira. Ou seja, não seria algo muito bom para a saúde da pessoa.
Vale lembrar que no caso da britânica citado acima, o problema foi gerado devido a uma grave crise de enchaqueca.
Veja outras 10 (dez) síndromes estranhas aqui.

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