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quinta-feira, 11 de novembro de 2010
Os Bonzinhos só se dão Mal? Não Necessariamente...
Ser manso de coração e agradavel as pessoas tem muitas vantagens
Bonzinho só se dá mal? Você mesmo já deve ter soltado essa várias vezes (talvez, trocando o “se dá mal” por algo mais acalorado – normal). Mas sabe essa coisa de se sentir o eterno loser por ser o “nice guy”? Está errada. (A tal máxima, “nice guys finish last”, é atribuída a um treinador de baseball norte-americano, Leo Durocher, que teria dito sobre o time adversário, em 1939: “Olhe para eles! São todos bons rapazes, mas vão terminar por último. Bons rapazes. Terminam por último.”)
Pesquisadores da Universidade do Texas, em Arlington (EUA), dizem que ser bonzinho é,surpreendentemente, bom – pode confiar! “A cultura popular descreve o ’ser bonzinho’ como uma desvantagem social. Mas pesquisas apontam que a agradabilidade está associada a uma série de vantagens”, contam.
Segundo os especialistas, ser um “nice guy” leva a amizades de melhor qualidade, torna a pessoa um pai (ou mãe) melhor, melhora a performance acadêmica e profissional e ainda dá um gás na saúde. O argumento do estudo é que ser bonzinho, ao contrário do que a gente costuma pensar, não é o mesmo que ser facilmente influenciável, nem algo causado por “desejabilidade social” (quando você tenta agradar os outros para ser aceito). “A agradabilidade pode ser o caminho para garantir relações interpessoais duradouras, felicidade, sucesso e bem-estar”. Viu? É ciência.
Vi no Ô Ungido!
Calem a Boca, NORDESTINOS!
Calem a Boca, NORDESTINOS!Por José Barbosa Júnior
Já escrevi sobre os preconceitos religiosos em outros textos e a cada dia me envergonho mais do povo que se diz evangélico (do qual faço parte) e dos pilantras profissionais de púlpito, como
Mas o que me motivou a escrever este texto foi a celeuma causada na internet, que extrapolou a rede mundial de computadores, pelas declarações da paulista, estudante de Direito, Mayara Petruso, alavancada por uma declaração no twitter: "Nordestino não é gente. Faça um favor a SP, mate um nordestino afogado!".
Infelizmente, Mayara não foi a única. Vários outros “brasileiros” também passaram a agredir os nordestinos, revoltados com o resultado final das eleições, que elegeu a primeira mulher presidentE ou presidentA (sim, fui corrigido por muitos e convencido pelos "amigos" Houaiss e Aurélio) do nosso país.
E fiquei a pensar nas verdades ditas por estes jovens, tão emocionados em suas declarações contra os nordestinos. Eles têm razão!
Os nordestinos devem ficar quietos! Cale a boca, povo do Nordeste!
Que coisas boas vocês têm pra oferecer ao resto do país?
Ou vocês pensam que são os bons só porque deram à literatura brasileira nomes como o do alagoano Graciliano Ramos, dos paraibanos José Lins do Rego e Ariano Suassuna, dos pernambucanos João Cabral de Melo Neto e Manuel Bandeira, ou então dos cearenses José de Alencar e a maravilhosa Rachel de Queiroz?
Só porque o Maranhão nos deu Gonçalves Dias, Aluisio Azevedo, Arthur Azevedo, Ferreira Gullar, José Louzeiro e Josué Montello, e o Ceará nos presenteou com José de Alencar e Patativa do Assaré e a Bahia em seus encantos nos deu como herança Jorge Amado, vocês pensam que podem tudo?
Isso sem falar no humor brasileiro, de quem sugamos de vocês os talentos do genial Chico Anysio, do eterno trapalhão Renato Aragão, de Tom Cavalcante e até mesmo do palhaço Tiririca, que foi eleito o deputado federal mais votado pelos... pasmem... PAULISTAS!!!
E já que está na moda o cinema brasileiro, ainda poderia falar de atores como os cearenses José Wilker, Luiza Tomé, Milton Moraes e Emiliano Queiróz, o inesquecível Dirceu Borboleta, ou ainda do paraibano José Dumont ou de Marco Nanini, pernambucano.
Ah! E ainda os baianos Lázaro Ramos e Wagner Moura, que será eternizado pelo “carioca” Capitão Nascimento, de Tropa de Elite, 1 e 2.
Música? Não, vocês nordestinos não poderiam ter coisa boa a nos oferecer, povo analfabeto e sem cultura...
Ou pensam que teremos que aceitar vocês por causa da aterradora simplicidade e majestade de Luiz Gonzaga, o rei do baião? Ou das lindas canções de Nando Cordel e dos seus conterrâneos pernambucanos Alceu Valença, Dominguinhos, Geraldo Azevedo e Lenine? Isso sem falar nos paraibanos Zé e Elba Ramalho e do cearense Fagner...
E não poderia deixar de lembrar também da genial família Caymmi e suas melofias doces e baianas a embalar dias e noites repletas de poesia...
Ah! Nordestinos...
Além de tudo isso, vocês ainda resistiram à escravatura? E foi daí que nasceu o mais famoso quilombo, símbolo da resistência dos negros á força opressora do branco que sabe o que é melhor para o nosso país? Por que vocês foram nos dar Zumbi dos Palmares? Só para marcar mais um ponto na sofrida e linda história do seu povo?
Um conselho, pobres nordestinos. Vocês deveriam aprender conosco, povo civilizado do sul e sudeste do Brasil. Nós, sim, temos coisas boas a lhes ensinar.
Por que não aprendem conosco os batidões do funk carioca? Deveriam aprender e ver as suas meninas dançarem até o chão, sendo carinhosamente chamadas de “cachorras”. Além disso, deveriam aprender também muito da poesia estética e musical de Tati Quebra-Barraco, Latino e Kelly Key. Sim, porque melhor que a asa branca bater asas e voar, é ter festa no apê e rolar bundalelê!
Por que não aprendem do pagode gostoso de Netinho de Paula? E ainda poderiam levar suas meninas para “um dia de princesa” (se não apanharem no caminho)! Ou então o rock melódico e poético de Supla! Vocês adorariam!!!
Mas se não quiserem, podemos pedir ao pessoal aqui do lado, do Mato Grosso do Sul, que lhes exporte o sertanejo universitário... coisa da melhor qualidade!
Ah! E sem falar numa coisa que vocês tem que aprender conosco, povo civilizado, branco e intelectualizado: explorar bem o trabalho infantil! Vocês não sabem, mas na verdade não está em jogo se é ou não trabalho infantil (isso pouco vale pra justiça), o que importa mesmo é o QUANTO esse trabalho infantil vai render. Ou vocês não perceberam ainda que suas crianças não podem trabalhar nas plantações, nas roças, etc. porque isso as afasta da escola e é um trabalho horroroso e sujo, mas na verdade, é porque ganha pouco. Bom mesmo é a menina deixar de estudar pra ser modelo e sustentar os pais, ou ser atriz mirim ou cantora e ter a sua vida totalmente modificada, mesmo que não tenha estrutura psicológica pra isso... mas o que importa mesmo é que vão encher o bolso e nunca precisarão de Bolsa-família, daí, é fácil criticar quem precisa!
Minha mensagem então é essa: - Calem a boca, nordestinos!
Calem a boca, porque vocês não precisam se rebaixar e tentar responder a tantos absurdos de gente que não entende o que é, mesmo sendo abandonado por tantos anos pelo próprio país, vocês tirarem tanta beleza e poesia das mãos calejadas e das peles ressecadas de sol a sol.
Calem a boca, e deixem quem não tem nada pra dizer jogar suas palavras ao vento. Não deixem que isso os tire de sua posição majestosa na construção desse povo maravilhoso, de tantas cores, sotaques, religiões e gentes.
Calem a boca, porque a história desse país responderá por si mesma a importância e a contribuição que vocês nos legaram, seja na literatura, na música, nas artes cênicas ou em quaisquer situações em que a força do seu povo falou mais alto e fez valer a máxima do escritor: “O sertanejo é, antes de tudo, um forte!”
Que o Deus de todos os povos, raças, tribos e nações, os abençoe, queridos irmãos nordestinos!
José Barbosa Junior, na madrugada de 03 de novembro de 2010.
Quando amanhecer
Se amanhã você acordar e não me ver
Tudo bem, é assim que tem que serNão se preocupe, tudo isso é normal
Não me pergunte por que tem que ser assim
Eu não posso levar até o fim
E além do mais, você tem que saber porquê
Que eu vou embora quando amanhecer
Que eu vou embora quando amanhecer
Que eu vou embora antes do sol nascer
Que eu caio fora quando amanhecer
Me desculpe, tchau tchau
Me desculpa tchau tchau
Me desculpe tchau tchau
Me desculpe tchau tchau
Me desculpe tchau tchau
Me desculpe tchau tchau
Me desculpe tchaaaaauuu
Sentindo Falta - 10 de novembro de 2010
Please, please forgive me
But I won't be home again
Maybe someday you'll look up
And barely concious you'll say to no one
Isn't something missing
Você não chorará por minha falta eu sei
Você me esqueceu a muito tempo atrás
Eu sou assim tão sem importância?
Sou assim tão insignificante?
Não há ninguém sentindo minha falta??
Even though I'm the sacrifice
You won't try for me, not now
Though I'd die to know you loved me
I'm all alone
Isn't someone missing me?
Por favor, por favor me perdoe
Mas eu não voltarei para casa de novo
Eu sei o que você fez com você mesmo
Eu respirei fundo e chorei
Não tem algo faltando aqui?
Even though I'm the sacrifice
You won't try for me, not now
Though I'd die to know you loved me
I'm all alone
Isn't someone missing me?
Missing (Anywhere But Home)
Evanescence
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Esta musica reflete meu dia, minha semana, meu mês.
Nas ultimas semanas eu consegui tudo que eu mais queria... Mas mesmo assim eu sinto falta de algo, não sei exatamente o que é, mas sei com quem é. Que droga... o que me adianta ter tudo que eu sonho, se não tenho o que eu preciso, isto foi o que eu acabei percebendo ao chegar onde eu cheguei. Será que vale a pena... eu lema nas ultimas semanas.
sexta-feira, 5 de novembro de 2010
Uma foto pode matar?
“A resposta para a pergunta acima é: sim!
Kevin Carter foi morto por sua foto em 27 de Julho de 1994 . Carter era umfotojornalista do Continente Africano, membro do “Bang Bang Club” (um grupo de quatro fotógarfos do qual ele fazia parte que andava pelo continente africano recheado de guerras, em busca de uma foto a qualquer custo) e que, em Março de 1993, em uma viagem ao Sudão fez uma foto que mudaria sua vida e o mundo para sempre.
O som de um choramingar próximo de uma vila que ele se encontrava lhe chamou a atenção e ao investigar de onde vinha o choro deparou-se com umacriança sudanesa que havia parado para descansar entre a vila e o centro de nutrição. Próximo a esta criança havia um abutre, Carter disse que esperou cerca de 20 minutos aguardando o abutre abrir as asas para fazer a foto, já que o abutre não abriu as asas, ele tirou a foto mesmo assim e logo em seguida correu atrás do abutre para afastá-lo da criança.
A foto foi vendida para o New York Times e saiu na edição de 26 de Março de 1993. Na mesma hora centenas de pessoas contataram o jornal para saber se a menina havia sobrevivido, levando o jornal a criar uma nota especial dizendo que a criança teve forças para fugir do abutre mas o seu destino final não era conhecido. Carter foi massacrado por ter esperado 20 minutos para fazer a foto ao invés de ter ajudado a criança logo que viu o abutre se aproximar. Criou-se um dos maiores dilemas do fotojornalismo no qual dizia-se que o fotógrafo numa situação como essa deveria ser uma testemunha ou um salvador?
A foto e esse dilema perseguiram Carter até o golpe final: ele foi o vencedor doPrêmio Pulitzer de Fotografia em 23 de Maio de 1994. Apesar de todo o sucesso mundial que ele obteve com a foto ele estava terrivelmente abalado e decidiu por um ponto final na sua história no dia 27 de Julho do mesmo ano, levando seu carro a um local que ele costumava ir na infância e suicidou-seenvenenado por monóxido de carbono, utilizando uma mangueira para levar a fumaça do escapamento para dentro do seu carro.
Partes de sua nota de suicídio diziam:
“Estou deprimido… Sem telefone… Sem dinheiro para o aluguel.. Sem dinheiro para ajudar as crianças… Sem dinheiro para as dívidas… Dinheiro!!!… Sou perseguido pela viva lembrança de assassinatos, cadáveres, raiva e dor… Pelas crianças feridas ou famintas… Pelos homens malucos com o dedo no gatilho, muitas vezes policiais, carrascos… “
“Estou deprimido… Sem telefone… Sem dinheiro para o aluguel.. Sem dinheiro para ajudar as crianças… Sem dinheiro para as dívidas… Dinheiro!!!… Sou perseguido pela viva lembrança de assassinatos, cadáveres, raiva e dor… Pelas crianças feridas ou famintas… Pelos homens malucos com o dedo no gatilho, muitas vezes policiais, carrascos… “
Seu suicidio foi motivo de diversas discussões e estudos sobre a ética na fotografia como vc pode ver neste vídeo.
Para saber mais sobre Kevin Carter assista o documentario de Dan Krauss:“The Death Of Kevin Carter: Casualty Of The Bang Bang Club”. E veja o vídeo da música feita pelo grupo Manic Street Preachers em sua homenagem.
Esse foi um dos primeiros fotógrafos que coloco na lista e que faz parte de um projeto para que conheçamos melhor o principal equipamento da fotografia que anda meio esquecido me meio a batalha de pixels: o fotógrafo! Quantas vezes vemos uma foto que nos chama atenção e nos perguntamos qual seria ahistória por detrás daquela imagem. ”
Texto enviado para uma lista de discussão pelo fotógrafo Alexandre Urch. Vale a pena refletir sobre isso.
UPDATE: Essa discussão está muito boa nos comentários, não deixem de ler. E confira tb a continuação desse assunto lá no PicturaPixel que trouxe novidades para essa discussão que talvez muitos não conheçam.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Just white people or we’re all the same religion
Certa vez em Family Guy, Peter disse a seguinte pérola sobre as pessoas do Sul dos Estados Unidos: “THE SOUTH?! Isn’t that where all the black people are lazy and the white people are all lazy too but they’re mad at the black people?“ [O SUL? Não é aquele lugar onde todos os negros são preguiçosos e os brancos também, mas eles se aborrecem mais com os negros?].
Os revolucionários da sece$$ão que explodiram de raivinha no Twitter por causa da eleição de Dilma acham que os nordestinos são prejudiciais ao país. O argumento de que Dilma foi eleita pela região NE cai ao verificarmos algumas matérias que saíram após a eleição. “Considerando apenas Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste, ela somou 1.873.507 votos a mais do que o tucano José Serra.”
As falas que mandam o Nordeste explodir ou que querem separar o Brasil ecoam também no movimento “São Paulo para os paulistas”. Discriminar alguém é uma forma de se sentir parte de um grupo e de se livrar das responsabilidades: “foram vocês que elegeram, não tenho nada a ver com isso”. A manifestação da menina que teria começado o levante [não daremos link pra não alimentar a idiotia dessa falsa-polêmica] começou como uma conversa entre amigos, o que seria comum em seu dia-a-dia, imagino. A internet, como canal aberto (?) só potencializou a divulgação das ofensas que a maioria fala de forma corriqueira. Não somos mais ou menos idiotas por isso, só que agora temos twitter pra propagar nossa pobreza intelectual.
Na família Silva Brasil, a mãe do seu amigo chama a empregada da casa de “baiana”, o motorista do ônibus de “macaco”, o gay da sala de “viadinho” e o porteiro do prédio de “paraíba”. Postar isso no twitter pode ser apenas uma forma de suicídio social, mas entre amigos é uma brincadeira e representa nada mais que uma necessidade de auto-afirmação. Não que devamos ser tolerantes, mas fazer cyberbulling contra a menina também é uma forma de praticar uma justiça cega, intolerante, onde não há espaço para arrependimento, se for o caso. O que reforça a troca mútua de acusações dos dois lados até que comece a nova edição do Big Brother Brasil, onde todo mundo vai assumir novamente a sua torcida organizada assim como fez nas eleições.
Volto a concordar com Peter quando ele diz: “I think the lesson here is: it really doesn’t matter where you’re from as long as we’re all the same religion” [Eu acho que a lição aqui é: realmente não importa de onde você é enquanto formos todos da mesma religião]. Memorize essa frase se quiser concorrer em 2012. Nós, nordestinos, hoje somos culpados por eleger Dilma, mas amanhã podemos ser beatos por eleger o seu candidato.
* Nannah Pereira colabora com o Braziu™ escrevendo semanalmente o Horóscopo Político. Colabore você também enviando um e-mail. Caso não haja resposta, é porque achamos uma porcaria.
De: BRAZIU.ORG
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